domingo, 14 de janeiro de 2018

Justiça cavuca o próprio fundo de poço e ameaça a todos

GilsonSampaio

Primeiro um pedido de ajuda aos universitários: o que é um recibo ideologicamente falso?

Das últimas repetições massificadas pela mídia golpista é o discurso dos 'recibos ideologicamente falsos'. 

Ora, se são 'ideologicamente falsos'(?!) por que o justiceiro do Paraná não aceitou o pedido da defesa para serem periciados?

ET: o papel do recibo seria originalmente vermelho e depois foi alvejado ou tingido de branco?


sábado, 13 de janeiro de 2018

O Brasil vai bem. O que vai mal é a realidade.

Correio do Povo via Renzo Bassanetti 


Ordem das coisas

Juremir Machado
     
 Se tiver sorte, o cara vem ao mundo para viver 80 anos. Se der azar, passa a infância na miséria, a adolescência na penúria, a idade adulta na batalha e a velhice no asilo. Se nascer com o bumbum para a lua, vai do começo ao fim de vento em popa, do berço de ouro ao hospital cinco estrelas. Com mais sorte ainda, morre sem sofrer. A isso alguns chamam de igualdade de oportunidades no ponto de partida. Alguns, por razões que mais parecem remeter a uma espécie de loteria existencial, encontram forças para mudar de rumo no meio do jogo.

A humanidade até agora encontrou duas maneiras em vigência de se organizar para cobrir este curto tempo que cada um passa neste mundo: o comunismo e o capitalismo. O primeiro, pelas experiências catalogadas, tira toda a liberdade, mas garante teto, rango e hospital até ruir. Ou cadeia. O segundo gaba-se de dar toda a liberdade, mas diz a todos: virem-se para morar, comer e morrer. Outras modalidades de organização social, como a dos índios que resistem em lugares como a Amazônia, estão em extinção, sufocadas pelo darwinismo histórico.

Conclusão: depois de milhares de anos ainda não evoluímos o suficiente para organizar melhor esta curta e acidentada estada na terra. Alguém dirá: tem a socialdemocracia. Tem a Suécia. Faz sentido. Só falta aumentar a escala: os Estados Unidos, a China e a Índia com padrão e modelo suecos. A grande astúcia do ser humano é viver como se fosse eterno mesmo sabendo da sua finitude e precariedade. Só isso pode explicar sua ganância e sua ânsia de acumular o que não poderá levar desta para a outra. Na falta de coisa melhor, simplificamos e tocamos para frente. Há critérios interessantes usados para avaliar situações: a economia pode ir melhor quando a sociedade vai pior. Mais desemprego pode levar ao benéfico resultado de menor inflação. Yes!

Tudo isso hipoteticamente. Imaginemos agora um homem mediano: teve uma infância modesta, uma adolescência espartana e uma vida de muito trabalho e baixo salário. Vai se aposentar aos 65 anos de idade no Maranhão. Quanto tempo ele terá para gozar a vida pós-trabalho? O governo lembra que já é assim para a maioria dos brasileiros. O seu projeto igualitário é fazer que seja assim para todos. Enfim, um governo quase comunista apesar de ser confundido com neoliberal. Confesso que tenho dificuldade para ver um magistrado que recebe auxílio-moradia de R$ 4.300, mesmo tendo casa própria e vivendo na sua cidade, aposentar-se pelo teto do INSS, que está um pouco acima disso.

Tenho olhado telejornais neste começo de 2018 para me refrescar. Descubro que o Brasil vai bem. Está, segundo as manchetes televisivas, decolando. A “ponte para o futuro”, criada como projeto econômico para sustentar a destituição de Dilma Rousseff, estaria dando seus primeiros frutos e passagens. Desconfiado, pergunto ingenuamente: é verdade? É pegadinha? Propaganda eleitoral gratuita? Jogada ensaiada? Medo da volta da esquerda? O tempo passa. Estaria o Brasil de Michel Temer pronto para ensinar à humanidade o leve caminho das pedras?

O Brasil, segundo a mídia, vai bem.

A inflação é a menor da história.

A energia aumenta, mas os alimentos ficam mais barato.

Por quê? Safra recorde e queda de consumo em 2016.

A comida ficou mais barata por termos comido menos.

Genial!

O desemprego também caiu porque agora bico conta como emprego.

A quase futura ministra do Trabalho não cumpre legislação trabalhista.

Um diretor do Detran é rei de multas.

Tem plantação de maconha em clínica para recuperação de drogados.

O Brasil vai bem.


Quem vai mal é a realidade.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

DESMONTE DE UMA NAÇÃO

Pedro Augusto Pinho -via email

 O grande evento deste início do ano no Brasil é o julgamento do ex Presidente Luis Inácio Lula da Silva, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre.

O verdadeiramente kafikiano, dentro de uma peça de Ionesco, é que não há crime para que ocorra este julgamento. Não pensem os caros leitores que estou fazendo a defesa de quem quer que seja. Apenas analiso a questão com a ótica da pretensa racionalidade.

Abriu-se um processo – hoje de conhecimento de todos, pelo interesse dos Estados Unidos da América (EUA), do qual trataremos adiante – para julgar a corrupção política usando a maior empresa brasileira: Petrobrás.

Havia e há o nítido interesse em demolir a Petrobrás e criminalizar o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Presidente Lula, em especial.

Apesar de todas as pressões e investigações, que tiveram início ainda em 2003, com o denominado Mensalão, nenhum fato, nenhum documento, nenhuma prova, judicialmente aceita, colocou o nome do Lula em causa.

Apenas, para usar a palavra de Promotor do Ministério Público Federal (MPF), “convicção”. E, com base em convicção foi atribuído um apartamento em Guarujá, São Paulo, mesmo com certidão contrária do Registro de Imóveis e com a hipoteca à Caixa Econômica Federal, ao Presidente Lula.

Seria, dentro desta convicção, o pagamento por ganho ilegítimo proporcionado pelo Presidente Lula à OAS, segundo denúncia do empreiteiro Léo Pinheiro.

Mas se o apartamento não está no nome de Lula nem de qualquer outra pessoa, senão da própria construtora do imóvel, e, ainda mais, hipotecado à instituição financeira, é preciso muita volta para chegar a esta relação ilícita. No processo não se encontra qualquer indício da ilicitude.

Logo este julgamento do TRF-4 nada mais é do que uma farsa. Mais uma farsa com que o judiciário nos brinda, com propaganda do Sistema Globo de entretenimento, de outras emissoras de rádio e televisão e de publicações, além do já referido apoio dos órgãos de Estado dos EUA.

Há duas vertentes que devem ser examinadas neste caso.

A primeira, muito bem analisada pelo grande sociólogo Jessé Souza, diz respeito à elite que governa o Brasil desde 1822. É uma classe escravagista, que odeia o pobre, o preto e os próprios brasileiros, tem seus olhos unicamente voltados para o exterior, e mantém o País na ignorância, pelo domínio da comunicação de massa e, o que é extremamente danoso, pela pedagogia colonial, desde cedo instalada na mente dos brasileiros.

A segunda diz respeito ao interesse dos EUA no petróleo brasileiro e na extinção da Petrobrás.

É preciso que o prezado leitor tenha com clareza um conhecimento sobre a energia. Não é preciso dizer da importância da energia no mundo industrial ou pós industrial. Ela esteve acompanhando as transformações da sociedade e sendo usada conforme a disponibilidade e necessidade das nações mais econômica e militarmente desenvolvidas.

Veja o prezado. A revolução industrial começou na Inglaterra que dispunha de carvão. E foi exatamente o carvão o principal insumo energético até que os EUA entraram na disputa. E qual energia primária dispunha os EUA? Petróleo. Até 1925 os EUA foram autossuficientes em petróleo. O que ocorre então? Firma-se, em 1928, uma divisão do mundo entre as sete maiores petroleiras de então – cinco estadunidenses (Exxon, Mobil, Texaco, Gulf e Chevron, nomes mais recentes) – o Acordo de Achnacarry.

Hoje, quando se discute a energia limpa, a poluição atmosférica, o efeito estufa, sabem qual as duas maiores fontes produtoras de energia primária no mundo? Isto mesmo: petróleo e carvão.

Não é meu objetivo, nesta artigo, discorrer sobre energia, mas sobre o interesse na Petrobrás – a empresa de maior know how mundial em exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultra profundas – que descobriu a única nova província petrolífera nos últimos quarenta anos: o pré-sal.

O petróleo começa a rarear na Península Arábica, onde as petroleiras estadunidenses tem o domínio e, como agravante, o petrodólar, que vem garantindo a moeda estadunidense, começa a ser substituído por outras moedas, em especial o yuan chinês. Junte a redução das reservas no mundo árabe e a ameaça à moeda e terão a extraordinária importância da Petrobrás para a geopolítica dos EUA.

A Lava Jato surgiu, portanto, dos dois interesses: desta elite, que Darcy Ribeiro chamava de cruel e capaz, e da geopolítica dos EUA, para controlar nosso petróleo e defender sua moeda. Uma vez que o Mensalão não atingiu estes objetivos.

Mas o leitor imagina que a maioria da população brasileira tem este discernimento? Claro que não. Recebo alarmado, a notícia de que a presença de três cubanos, talvez até antiFidel, em turismo no Rio Grande do Sul, foi associada à guerra civil que o julgamento do Lula desencadearia, e – oh! Céus! – contaria com ajuda dos terroristas islâmicos. Quando todos os jornais estrangeiros já nos informaram que o Serviço Secreto Britânico (MI6) e a Agência Central de Inteligência estadunidense (CIA) são os principais financiadores e mentores do “terrorismo muçulmano”.

Haja mente perversa e colonizada para demolir o Brasil!


Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Mais do mesmo: 52 milhões tucanos, isso não vem ao caso

Sanguessugado do Tijolaço

Fernando Brito

 Ex-presidente da Odebrecht diz que Serra levou R$ 52 milhões

novisserra

André Guilherme Vieira, no Valor de hoje, revela que Pedro Novis, ex-‘CEO‘da Odebrecht (entre 2002 a 2008) acusou o hoje senador José Serra de receber – para si ou para campanhas eleitorais um total de R$ 52,4 milhões, de 2002 a 2012.Só em 2010, ano de sua segunda candidatura presidencial, propina teria sido de R$ 23,3 milhões, em troca do pagamento liberação, pelo governo paulista que o tucano chefiava, de R$ 170 milhões em créditos devidos a uma empresa do grupo Odebrecht, em 2009, disse o antecessor de Marcelo Odebrecht na empreiteira. Outros R$ 29,1 milhões “teriam sido transferidos como caixa dois eleitoral para as campanhas de 2002, 2004, 2006, 2008 e 2012”.

O curioso é que, no caso de Serra, a delação, feita há quase um ano, gera consequências a passos de tartaruga manca.  Com a ajuda da inapetência do Ministério Público, tão feroz quando não se trata de tucanos:

Em 2006 Serra foi eleito governador de São Paulo. Novis disse que de 2006 a 2007 a Odebrecht repassou R$ 4,5 milhões a conta no exterior – equivalentes a EUR 1,6 milhão no câmbio da época. Contudo, não houve contrapartida ao repasse, conforme o delator. A conta teria sido fornecida pelo lobista José Amaro Ramos, descrito por Novis como amigo de Serra. O delator disse que recebeu das mãos de Ramos “o número da conta para a qual seriam destinados os recursos destinados a José Serra”. Amaro Ramos manteria relação com governo e empresas da França, e teria aproximado a Odebrecht de grupo empresarial daquele país na década de 90, segundo Novis.(…)

José Amaro Ramos foi citado em investigações que apuram ilícitos em contratos do governo de São Paulo para o Metrô. O nome dele chegou a constar de documentos enviados ao Brasil pelo Ministério Público da Suíça, que pediu para ouvi-lo. O pedido de oitiva, no entanto, foi esquecido em um escaninho da Procuradoria da República de São Paulo, de acordo com um investigador.

Amaro Ramos foi um dos beneficiados pelo “esquecimento” do Procurador da República Rodrigo De Grandis, naquele caso da Alston, recorda?

O resultado objetivo é que os personagens envolvidos vão morrendo e as provas, esvaindo-se.


Até que nada mais venha ao caso e a Justiça seletiva se faça apenas contra que “vem ao caso”.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Islândia: É possível, devemos acreditar

Primeiro deram o pé na bunda da canalha bancária, depois na máfia política, e fizeram uma nova Constituição com participação popular pela internet.
É possível, devemos acreditar

Via Época

Islândia é 1º país a tornar ilegal pagar salário menor a mulheres


Órgãos governamentais e empresas do setor privado passam a ser obrigados a acabar com a desigualdade salarial

Fã da Islândia assiste a jogo do país durante a UEFA Women's Euro 2017 (Foto: Maja Hitij/Getty Images)

Fã da Islândia assiste a jogo do país durante a UEFA Women's Euro 2017 (Foto: Maja Hitij/Getty Images)

Se a Islândia já aparecia no topo da lista dos países com a maior igualdade de gênero, agora tem um motivo a mais para não perder o posto. Nesta segunda-feira (01/01), entrou em vigor uma lei que torna ilegal pagar mais a homens do que as mulheres no país.

A medida será aplicada tanto nos órgãos governamentais quanto nas empresas do setor privado com mais de 25 funcionários. Todos terão de obter uma certificação especial do governo garantindo que ali existem políticas de igualdade salarial. Não conseguiu a certificação? Vai levar multa.

Com isso, a Islândia vira o primeiro país no mundo a tornar a igualdade salarial obrigatória. A ilha nórdica pretende erradicar as disparidades salariais entre homens e mulheres até 2022.

Ao anunciar a medida em março de 2017, o ministro da Igualdade e Assuntos Sociais da Islândia, Thorsteinn Viglundsson, defendeu que "direitos iguais são direitos humanos". "Precisamos garantir que homens e mulheres desfrutem da igualdade de oportunidades no local de trabalho. É nossa responsabilidade tomar todas as medidas para conseguir isso", afirmou na ocasião.

A lei recebeu apoio de todos os partidos políticos no país. Lá, quase metade dos membros do Congresso são mulheres.


A Islândia é líder no empoderamento político feminino e na luta constante pela igualdade salarial. Em 2017, pela nona vez, o país ocupou o primeiro lugar no Índice Global Gender Gap do Fórum Econômico Mundial, que classifica 144 nações com base em quão perto estão de alcançar a igualdade de gênero. Segundo o último relatório, a Islândia já havia fechado 87% das lacunas de diferença de gênero.