domingo, 24 de setembro de 2017

Tucanos paulistas são todos VIP: Serra é investigado na Espanha, Aqui, negam colaboração com a Espanha.

GilsonSampaio


Minha ameba lobotomizada sussurrou com um ar blasé:

- "Tucanos paulistas são VIP e a justiça do país não está à altura deles. Suiça, França e agora a Espanha pediram cooperação da justiça brasileira e... nada. Esqueçam Serra, Alckimin, Alstom,. Siemens, Rouboanel, Cratera do Metrô, CPTM, Merenda Escolar, Máfia das Ambulâncias etc Parem de espernear inutilmente. Não vai rolar."



Gravação secreta leva ética de Janot ao nível da de Joesley

Fernando Brito



A gravação da conversa entre o então Procurador Geral da República e seus colegas procuradores-gerais de países sul-americanos em Brasília tem algo de mais grave que a já grave informação de que Janot foi pedir a cooperação de Michel Temer para investigar suspeitas de corrupção do então chanceler José Serra na Espanha.


Há pelo menos um indício concreto de que isso pode ter sido a razão do afastamento de Serra do Itamarati, como explica o G1 ao informar que  ” a agenda oficial da Presidência registra uma reunião entre Janot e Temer no dia 15 de fevereiro, às 17h30″ e que “uma semana depois, em 22 de fevereiro, Serra pediu demissão do cargo de ministro, alegando problemas de saúde”.

Seria o mínimo a esperar-se diante de uma investigação internacional sobre o chefe da diplomacia brasileira.

Mas há algo que o site da Globo não questiona e que é um escândalo que também terá repercussão sobre a imagem do Brasil. É o fato de haver uma gravação clandestina de uma reunião internacional de procuradores gerais, todos eles, em tese, detentores de informações sigilosas, juntamente durante as conversas reservadas entre eles.

Gravar uma reunião sem o conhecimento de seus participantes e nestas circunstâncias – quando eram convidados de Janot, já em seu período de saída, em agosto passado – é algo que coloca o Procurador Geral da República no mesmo patamar do seu ex-colaborador e agora inimigo Joesley Batista e suas gravações coletivas.

É absolutamente necessário que a Procurador Raquel Dodge abra uma investigação sobre as circunstâncias desta gravação, extra-oficial e totalmente aética e ofensiva a autoridades estrangeiras recebidas pela chefia do MP.

Tudo, no Ministério Público, parece ter adotado os métodos “abandidados” dos personagens que ele investiga por crimes. Hoje, Eduardo Cunha acusa a Procuradoria de ter usado parte dos “anexos” que ofereceu em sua proposta de delação premiada na delação firmada com o doleiro Lúcio Funaro.


O MP não pode entrar na linha do “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”. É um órgão público, o fiscal da lei, e se vê metido, agora, neste submundo de propinas, vantagens, espionagem e fraude.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Povo, Pátria e Soberania

Sanguessugado do Senhor X


Fernando Rosa – O governo golpista assina um protocolo internacional para submeter o Brasil a bisbilhotice externa em suas instalações nucleares, após investir no desmonte do projeto do submarino nuclear (Pro-Sub) e condenar o Almirante Othon a 43 anos de prisão.


Os golpistas também cortam em 30% o orçamento anual das Forças Armadas, reduzem seu efetivo pela metade nas fronteiras, ao mesmo tempo que buscam transformar as forças de defesa nacional em mera “polícia” do caos urbano, que eles mesmos criaram com sua política econômica.

Em parceria com Trump, Temer também ameaça meter o Brasil e as Forças Armadas na aventura de uma “guerra amazônica”, um novo Vietnam, para atender aos interesses geopolíticos norte-americanos e sua necessidade de manter-se no poder a qualquer custo.

Enquanto isso, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, diz que “privatizações não ameaçam a soberania”, ao mesmo tempo em que os jornais anunciam que se encontrará com dirigentes da CIA, do FBI e outras agências de inteligência americanas.

As situações descritas deixam claro a tentativa dos interesses que patrocinam o golpe de Estado de afastar as Forças Armadas de seu compromisso histórico de garantir a integridade territorial, a soberania sobre nossas riquezas e a identidade do país, enfim, o Estado Nacional.

Diante disso, não é de estranhar a reação de descontentamento de setores das Forças Armadas com a situação do país, que vive entre a desfaçatez entreguista dos golpistas e a quase total ausência de preocupação da oposição com os temas que envolvem a soberania nacional.

Em entrevista ao jornal Valor, no início do ano, o Comandante do Exército, general Villas Bôas, já havia feito um diagnóstico contundente da realidade brasileira, dizendo que “somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser”.

Pois, neste momento, é disso que se trata, é isso que se impõe, a construção de um projeto para o país e da unidade entre suas forças políticas civis e militares, com poder de enfrentar a guerra de destruição imposta ao país pelos interesses do sistema financeiro internacional.

Em artigo publicado em fevereiro deste ano, afirmamos que “nenhum país do mundo, e menos ainda um país com a dimensão e a história do Brasil, consegue sobreviver sem um Projeto Nacional, e subordinado a interesses externos e internos menores”.

E dissemos mais, que diante das disputas geopolíticas atuais nenhum país se afirmaria no contexto mundial “sem contar com Forças Armadas fortes, robustas, instrumentalizadas tecnologicamente, capazes de impor respeito e afirmar os interesses nacionais”.

Assim é na Venezuela onde as Forças Armadas defendem a soberania do país, na Síria em que as Forças Armadas enfrentaram a aliança dos EUA com o Daesh, na Turquia ou em qualquer lugar do mundo que resiste seriamente a ataques externos contra sua soberania.

A ilusão de subordinar os interesses econômicos e geopolíticos do Brasil aos Estados Unidos, por um lado, abdica da ideia de Nação independente e mergulhará o país em um conflito futuro sem precedentes na história do país, a exemplo dos tempos da primeira Guerra Brasílica.

De outro lado, no estágio atual do mundo, ainda mais na América do Sul, é também ilusão achar que o imperialismo financeiro global recua de sua voracidade destrutiva apenas diante de protestos de rua e/ou eleições, sem a presença de uma força de dissuasão, ou seja, militar.

Portanto, o que o Brasil precisa é de unidade em torno de três “palavras mágicas” – POVO, PÁTRIA e SOBERANIA, valores que podem unificar os interesses nacionais, populares, democráticos, patrióticos – civis e militares, comprometidos com a defesa da Nação e o futuro dos brasileiros.


Do contrário, abandonaremos a vocação de “grande potência”, como definiu o general Villas Bôas, para nos transformar em uma colônia norte-americana, como já rechaçou o general Ernesto Geisel, com uma terra sem dono, um povo escravo e uma FFAA rebaixada à capitães do mato.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Subprocuradora da República pede suspeição de Moro para julgar Lula (por que só agora?)


Sanguessugado do Forum

Redação


A subprocuradora-geral da República, Aurea Lustosa Pierre, emitiu parecer favorável à defesa de Lula para que o STJ analise a suspeição do juiz de Curitiba para julgar o ex-presidente. Em seu parecer, subprocuradora cita fotos de Moro aos sorrisos com adversários do petista e questiona sua isenção. Confira a íntegra


A subprocuradora-geral da República, Aurea Lustosa Pierre, emitiu, no início da noite desta quarta-feira (20), parecer favorável para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analise a suspeição do juiz Sérgio Moro para julgar Lula. A subprocuradora acatou um pedido da defesa do ex-presidente, já que o TRF-4 havia negado que Moro tinha perdido sua isenção.


Em seu parecer, Aurea questiona a imparcialidade de Moro ao julgar Lula por conta de diversas declarações do magistrado que denotariam que ele tem o ex-presidente como seu adversário. Outro ponto de destaque do parecer é o que ela inclui a participação de Moro em um evento da ‘Istoé’, revista que ela classifica como “tendenciosa” e “desrespeitosa” com relação à Lula e cita fotos, no mesmo evento, em que Moro posa ao lado de adversários declarados do petista, aos sorrisos.


A subprocuradora cita ainda diversos outros exemplos pelos quais Moro não poderia julgar Lula. Entre eles, permitir que uma testemunha chamasse o petista de “lixo” durante uma audiência e ainda liberar o vídeo para a imprensa para “ampla divulgação”. Aurea resgata também o fato de o juiz de Curitiba agradecer à população pelas manifestações em seu apoio relacionadas à processos contra Lula que estão sob sua jurisdição e ainda em trâmite e, mais do que isso, o fato de ter pedido apoio da opinião pública.

Em outro trecho, a subprocuradora ainda destaca: “É suspeito o juiz que faz palestras no Brasil e no exterior — eventualmente remuneradas — para tratar de assunto que está sob sua jurisdição e é objeto de ações pendentes de julgamento”.



Caso o STJ considere Moro suspeito para julgar Lula, seus processos devem ser repassados a outro juiz.

Xadrez sobre a falsificação de documentos na Lava Jato

 Sanguessugado do GGN 

Luis Nassif


O livro-bomba sobre a Lava Jato, prometido pelo doleiro espanhol Tacla Duran, começa a dar frutos.

Tacla é o doleiro cuja declaração de renda comprovou pagamentos a Rosângela Moro, ao primeiro amigo Carlos Zucolotto e a Leonardo Santos Lima.

Alguns capítulos do livro ficaram por alguns dias no site de Tacla. No livro, ele diz que a delação da Odebrecht teve vários pontos de manipulação, com a montagem de documentos, provavelmente por pressão dos procuradores, atrás de qualquer tipo de prova contra Lula.

O juiz Sérgio Moro facultou apenas aos procuradores da Lava Jato o acesso ao banco de dados especial da Odebrecht. Aparentemente, os procuradores entram lá e pinçam apenas o que interessam.

Analistas foram atrás das dicas levantadas por Tacla e quase todas se confirmaram.

Mais que isso: há indícios de que alguns dos documentos foram montados.

Evidência 1 – extrato da Innovation tem somas erradas.

 

Evidência 2 – os extratos com erros são diferentes de outros extratos do mesmo banco apresentados em outras delações.




Evidência 3 – os extratos originais do banco apresentam números negativos com sinal -, ao contrário do extrato montado, em que eles aparecem em vermelho.

Evidência 4 – a formatação das datas de lançamento é totalmente diferente de outros documentos do banco, que seguem o padrão americano: Mês/Dia/Ano.

Evidência 5 – a formatação nas datas de lançamento é idêntica ao da planilha PAULISTINHA, preparada por Maria Lúcia Tavares, a responsável pelos lançamentos no Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht.

Evidência 6 – nos anexos da delação de Leandra A. Azevedo consta ordem de pagamento, com data de 28 de setembro de 2012, de US$ 1.000.000,00 da conta da Innovation para a Waterford Management Gourp Inc. Mas no extrato bancário supostamente montado, a transferência consta como saída de 27 de setembro de 2012, ou seja, antes da ordem de pagamento.

Agora, se coloca o juiz Sérgio Moro em situação complicada. Como pretende julgar o processo sem facultar o banco de dados da Odebrecht à defesa, para se identificar os documentos falsificados e os verdadeiros.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Bob Fernandes:Procurador expõe intestinos da Lava Jato. E a Jecaria fascista ataca


Bob Fernandes



O procurador Ângelo Vilela era "amigo íntimo" do procurador-geral, Janot. Por suspeita de vazar informações para a JBS, Vilela ficou 76 dias preso.
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Solto, em entrevista para Camila Mattoso, da Folha, Vilela expôs intestinos. Do procurador Janot e das delações na Lava Jato.
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Vilela conta: Janot armou com a JBS para derrubar Temer. Porque assim evitaria que Raquel Dodge, a quem Janot chamava de "bruxa", se tornasse a nova procuradora-geral.
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O procurador Vilela diz: na Lava Jato se prende para investigar, ao contrário de investigar para,  só com provas, prender.
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Segundo o procurador, não é o Estado que tem provado a culpa, como manda a lei mundo afora...
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... Aos investigados se tem imposto o ônus de provar sua inocência....Certamente, uma contribuição desse "novo direito brasileiro" ao direito universal.
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O procurador Vilela criticou ainda a tática dos "vazamentos seletivos para assassinato de reputações".
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O sistema político-partidário se auto-avacalhou, isso é fato.
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Mas há outro fato: há mais de uma década, desde o chamado "mensalão", vazamento é método e as manchetes são o verdadeiro tribunal.
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Quem é fuzilado nas manchetes está moral e socialmente morto. 
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Também isso, avacalhação e auto-avacalhação da política, deu oxigênio, abriu espaços para ultraconservadores. Quando não, fascistas.
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Como em Porto Alegre. Onde devotos bolsonáricos e bando MBélico fizeram o Santander se acovardar. E fechar a exposição "Queermuseu".
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Em Campo Grande, no Museu Marco, a polícia prendeu... um quadro. E em Jundiaí o ultraconservadorismo levou à censura de uma peça de teatro.
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Hoje, em Brasília, um juiz autorizou tratar homossexuais como se fossem doentes.
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O incomodo, de sempre, é com sexo. Isso se resolve no divã, não com censura.
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Na questão quadros e exposição, um bando de jecas. Sem noção, profundamente ignorantes.
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Por isso, e por saberem disso, a reação fascistóide. As manifestações de recalque com a própria incultura.
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Não buscam aprender, saber. Buscam impor sua ética/ estética: linguagem e pensamento rasteiros, brutalidade, a ameaça constante da força, inclusive física.